Eu estou plenamente convencido de que a Igreja
Evangélica não precisa de uma nova reforma, como muitos querem e defendem esta
emergente necessidade. Mas, a cada dia que conheço mais a Palavra, a Bíblia, me
deparo com quase uma outra igreja que existiu há 2012 anos, a Igreja de Atos
dos apóstolos, a igreja do primeiro século, estabelecida nos ensinamentos da
Torá, dos profetas, de Yeshua e de seus apóstolos.
Quando um avião sai da rota, um
piloto experiente sabe que ele correrá um grande risco de errar completamente o
destino ao tentar corrigir sua proa na posição que ele pressupõe estar. A
instrução recebida neste caso é que ele faça uma guinada de 180º graus para se
alinhar ao sinal de rádio que seu aparelho recebe do lugar de origem e com base
nesta posição de origem, ele novamente toma a direção do seu destino. Ou seja,
ele precisa tomar a direção de origem para novamente tomar a proa correta do
seu destino. O mesmo precisa acontecer com a Igreja de Jesus. Se se percebe
algo errado na direção doutrinária, seus líderes deveriam voltar à origem, a
Bíblia, e determinar ou interpretar corretamente seus santos princípios,
corrigindo seus desvios. O que normalmente acontece é re-interpretar o que
disseram os pais da igreja, sem necessariamente comparar suas opiniões com a
santa palavra de Deus.
O termo restaurar fala por si muito forte em comparação com o reformar. O ato de reformar alguma coisa, como um sofá, por exemplo, dá a liberdade ao dono de colocar um novo tecido não necessariamente igual ao original. Se o original era couro, a pessoa tem a liberdade de trocá-lo por outro diferente, por exemplo, por um tecido plastificado, um courvin. Já no caso de restaurar algo, essa liberdade de escolha não existe, pois tráta-se de uma restauração, ou seja, precisa tomar o material original, sem nenhuma variação na textura, cor, densidade, etc. Portanto, o restaurar é fazer voltar ao estado de origem. Na língua hebraica o termo “Teshuvá” tem este sentido de retornar à origem, sem desvios. Este termo também é traduzido por arrependimento, mudança ou conserto de direção.
O termo restaurar fala por si muito forte em comparação com o reformar. O ato de reformar alguma coisa, como um sofá, por exemplo, dá a liberdade ao dono de colocar um novo tecido não necessariamente igual ao original. Se o original era couro, a pessoa tem a liberdade de trocá-lo por outro diferente, por exemplo, por um tecido plastificado, um courvin. Já no caso de restaurar algo, essa liberdade de escolha não existe, pois tráta-se de uma restauração, ou seja, precisa tomar o material original, sem nenhuma variação na textura, cor, densidade, etc. Portanto, o restaurar é fazer voltar ao estado de origem. Na língua hebraica o termo “Teshuvá” tem este sentido de retornar à origem, sem desvios. Este termo também é traduzido por arrependimento, mudança ou conserto de direção.
A igreja tem sido reformada desde
quando saiu do controle de Roma. Foi um bom tempo, creio!. Mas, agora se
percebe uma necessidade urgente de mudança. Há muitos desvios, muitas divisões
entre seus membros que se dizem pertencer ao mesmo Corpo de Cristo. São tantas
as doutrinas, são tantas opiniões diferentes que se torna impossível unir esses
irmãos novamente num só propósito e direção. Há um ditado judaico que diz que
onde há três judeus, há quatro opiniões. Mas, eles continuam judeus e cooperam
uns com os outros em função de uma causa maior, a preservação do judaísmo e de
suas raízes. No meio evangélico vejo que onde há três evangélicos, há três
completas diferentes denominações se competindo entre si, tentando até mesmo a
destruição da outra. Não são amigos, tornam-se inimigos por causa de fé. Uns se
tornam inquisidores dos outros, estabelecendo seu padrão da única e soberana
verdade. O que tenho visto é muitos hereges combatendo outros hereges. Teólogos
de si mesmos, tentando acusar, difamar e caluniar irmãos do mesmo chamado Corpo
de Cristo. É um caos e suas atitudes os condenarão, serão vítimas de seus
próprios erros.
Eu tenho dito que aquilo que nos une como membros do mesmo
Corpo precisariam falar mais alto do que nossas diferenças e interpretações
doutrinárias. Se o que nos une é o Sangue de Cristo, o novo-nascimento Nele,
nossa mudança de vida, nossa fé num só Deus, num só messias, numa só Bíblia,
precisaria falar mais alto do que nossas diferenças. Ou seja, eu creio que Deus
quer nossa unidade, mesmo que haja diversidades de opiniões. Isto não é ser
ecumênico, isto não é deixar nossa liberdade de interpretação. Pelo contrário,
deveríamos nos amar mais, servir mais uns aos outros e discutir menos os
aspectos doutrinários e interpretativos. Afinal, revelações são para ser
vividas e não para ser discutidas, pois a espiritualidade é individual e há
níveis diferentes para o viver por fé, segundo a fé de cada um. Maturidade
espiritual não vem de modo igual para todos. Deus trabalha com nossa
individualidade. Ele nos vê como seres autênticos à Sua imagem e Semelhança e
não como robôs evangélicos.
Urge que a Igreja ande e viva os
princípios bíblicos vividos e proclamados pelos profetas, Yeshua e Seus
apóstolos. Queremos ser restaurados rumo à igreja do primeiro século. Isto não
é voltar ao primitivismo das coisas, mas sim resgatar princípios e instruções
santas, eternas e imutáveis dadas pelo Espírito Santo de Deus. Portanto,
marchemos rumo à igreja do primeiro século, restaurando nossas raízes da fé. É
hora de reconstruir uma igreja santa, pura, sem mácula e sem defeito, cheia de
poder, unção e união. Há uma redenção total por vir, há um reino por vir, há um
messias que reinará com Seus eleitos sobre as nações.
Não é fácil mudar conceitos. Imagino
como Lutero sofreu com aqueles padres religiosos e zelosos com toda a tradição
e fidelidade à sua ordem religiosa. Creio que é necessário um momento de
reflexão, de coragem, e muita disposição para pagar um alto preço pela verdade.
Lutero pagou um preço caro com sua própria ex-comunhão da Igreja Católica.
Muita coisa mudou, mas será que a reformar cumpriu seu papel cabalmente? Será
que temos algo ainda a mudar? Será que já alcançamos uma estatura de fé e
maturidade aos padrões de Cristo?
Nosso Deus é bom e eu já percebi que
Ele gosta, na maioria das vezes, trabalhar com lógica e no tempo determinado.
Tudo precisa estar no Seu tempo. Ele também nos trata assim: devagar! A verdade
é que nós não estamos preparados para uma mudança radical, corrigindo nossos
próprios erros. Confesso que não sei o que acontecerá, mas sinto uma força
interna dentro de mim que me impulsiona para frente, para ver e gerar uma
Igreja pura, santa e sem defeito, sem ruga (Ef 5:27) e sem mácula, pois a
´noiva´ Dele é nova. Esta é uma grande revelação que recebi do Senhor. A noiva
é nova, pois ela não tem “rugas”. Isto me mostra que esta igreja que está aí
liderada por santos homens de Deus precisará também passar por mudanças
radicais. A Reforma não foi ainda suficientemente eficaz para produzir uma
noiva à altura (em fé e maturidade) do nosso noivo judeu, Jesus, o Yeshua
HaMashiach. Poucas pessoas atentam para isto. Jesus como judeu procura uma
noiva entre judeus e gentios, mas ambos crentes no coração e no contexto
judaico da fé[1].
O movimento judaico messiânico autêntico tem dado uma pequena contribuição para
esta conexão Igreja e Israel. Por outro lado, vemos uma Igreja muitas vezes
distante de suas raízes e propósitos. Há sem dúvidas, muitas coisas para serem
mudadas tanto na Igreja como em Israel. Confesso que não avocarei para mim
nenhuma responsabilidade de como mudar, dando fórmulas, ou dogmas, bulas, etc.
Os pais da Igreja já fizeram isto demais e cometeram erros. Lutero se
estivesse vivo, estaria vendo a igreja Católica se esforçando por grandes
mudanças para voltar e se moldar à Palavra. Os evangélicos que teriam, no meu
ver, algumas revelações verdadeiras, estão muitas vezes entretecidos com o
evangelho da prosperidade e bens materiais, encantados com o relativismo e o poder
da política. Oremos para que Deus levante homens profetas em nossos dias.
Homens que falam por Ele e não o que descobriram ou sabem Dele. Oremos para que
Deus levante verdadeiros evangelistas, mestres, pastores e apóstolos também,
mas, sobretudo, profetas corajosos. Teremos que enfrentar principados e
potestades jamais vistos nos tempos finais. E para isto estes homens terão que
estar certíssimos de seu chamado divino, capacitados, adestrados, destemidos
para a guerra.
O
que poderíamos fazer neste momento?
1- Primeiro, é necessário assumir uma atitude sincera e honesta em relação às fraquezas e imperfeições que os líderes da Igreja provocaram na comunidade, afastando-se de muitos princípios bíblicos vividos e promulgados por Yeshua e pelos apóstolos no primeiro século;
1- Primeiro, é necessário assumir uma atitude sincera e honesta em relação às fraquezas e imperfeições que os líderes da Igreja provocaram na comunidade, afastando-se de muitos princípios bíblicos vividos e promulgados por Yeshua e pelos apóstolos no primeiro século;
2- Segundo, deve-se reconhecer também
que houve um distanciamento do contexto judaico do Novo Testamento e que uma
grande gama de costumes e tradições pagãs infiltraram na doutrina cristã;
3- Terceiro, estar convencido que é
necessário começar um processo de mudança, voltando à origem e tomando os
pontos falhos ou esquecidos pela Reforma;
4- A Igreja de Yeshua deve se
arrepender nos pontos em que se desvirtuou, revendo sua doutrina e sua
teologia, tendo como único padrão, a bíblia, interpretada no contexto na qual
foi escrita;
5- Deve ter a humildade de aceitar e
reconhecer o que o Espírito Santo tem feito e que ainda fará no Corpo de
Cristo;
6- Precisamos rever e reler o Novo
Testamento no contexto judaico no qual eles foram escritos. Não se trata de
judaizar a igreja. Halila[2],
mas precisamos conhecer alguns textos no contexto original que mal
interpretados fizeram com que a Igreja se separasse de Israel e de seu povo;
7- Precisamos voltar a estudar e
entender os princípios da Torá, dos profetas e aplicá-los em nossas vidas para
testemunho no caminhar pela fé. Há hoje um entendimento errôneo da Graça e da
Lei de Deus. Hoje a Igreja tem perdido bênçãos e muitas bênçãos por desconhecer
a conexão entre a graça e as instruções de Deus, a Torá.
8- Ser pacientes e tolerantes com
aqueles que virão em resistência.
Por
onde começar a Restauração?
“O Ministério Ensinando de
Sião-Brasil não tem nenhuma “fórmula” ou “ know-how” para rotular o que seria
restauração e, tão pouco, temos essa intenção. Nosso propósito é chamar atenção
do Corpo de Cristo para a necessidade de voltarmos só para a bíblia. Portanto,
os pontos sugeridos abaixo são meras observações de cunho e experiência pessoal
como já disse, não representando , assim, nenhum ponto exclusivo,
doutrinário ou teológico do movimento messiânico, o qual também necessita de
restauração; N
Nossa proposta de restauração abrange
primeiramente o indivíduo como membro do Corpo de Cristo. Cremos que um
indivíduo restaurado gerará uma família restaurada e um conjunto de famílias
restauradas produzirá, conseqüentemente, uma igreja restaurada igreja.
Estamos num processo de oração e de
busca por uma igreja santa, puramente santa e isto tem sido nosso pilar
central. Temos um ´noivo` padrão, Yeshua, e queremos segui-lo. Portanto, não se
trata de levar a Igreja gentílica a nenhum tipo de judaísmo ou tradições
judaizantes. Mas, não podemos nos esquecer que nosso noivo viveu como judeu
zeloso com seus princípios e tradições e que Ele não perdeu Sua identidade.
a)
A restauração do Indivíduo
A restauração da alma do indivíduo é um tema bem conhecido por todos e por isso, dispensamos comentários. Crentes precisam valer-se da restauração para se livrarem da solidão, depressão, ansiedade e de outras doenças do mundo psíquico. Preocupam-se muito com a cura do corpo, enquanto muita causa da enfermidade está na alma do homem. Rei Davi disse: “A Torá é perfeita e restaura a alma.”[3]
A restauração da alma do indivíduo é um tema bem conhecido por todos e por isso, dispensamos comentários. Crentes precisam valer-se da restauração para se livrarem da solidão, depressão, ansiedade e de outras doenças do mundo psíquico. Preocupam-se muito com a cura do corpo, enquanto muita causa da enfermidade está na alma do homem. Rei Davi disse: “A Torá é perfeita e restaura a alma.”[3]
b)
A Restauração da Família
O mover do Espírito Santo de Deus tem nos levado a isto. Logo depois ao movimento da cura interior, mais ou menos há 25 anos, a igreja engendrou muitos seminários e encontros para casais. O movimento “Casados para sempre” é um bom exemplo disso. Encontro nos lares também tem contribuído até hoje para que toda a família cumpra o propósito de Deus, vivendo em harmonia e estabilidade no plano divino. É a extensão da Igreja nas casas. Nossa família ainda é nossa primeira igreja. Precisamos fazer disso uma realidade em nosso meio.
O mover do Espírito Santo de Deus tem nos levado a isto. Logo depois ao movimento da cura interior, mais ou menos há 25 anos, a igreja engendrou muitos seminários e encontros para casais. O movimento “Casados para sempre” é um bom exemplo disso. Encontro nos lares também tem contribuído até hoje para que toda a família cumpra o propósito de Deus, vivendo em harmonia e estabilidade no plano divino. É a extensão da Igreja nas casas. Nossa família ainda é nossa primeira igreja. Precisamos fazer disso uma realidade em nosso meio.
c)
A Restauração da Igreja
Esta tem sido agora a ênfase do
momento e nosso ministério se sente chamado para ajudar nessa necessidade.
Percebemos também que no mundo todo estão surgindo ministérios específicos de
ensino mais do que em todos os tempos até então. É de novo o Espírito Santo de
Deus agindo progressivamente, preparando sua noiva, sua igreja. Precisamos
questionar tudo o que estamos vendo, com por exemplo, devemos dividir o Corpo
de Cristo em Células ou devemos deixá-lo como Corpo, porém mudando a forma de
tratá-lo? Nossas comunidades e congregações devem ser menores a fim de que o
presbitério fundamental de pastores, mestres, profetas, evangelistas e
apóstolos possam trabalhar juntos ou em qual outro sistema devemo-nos
considerar para livrarmos dos problemas da massificação, da falta de comunhão e
unidade?
Neste
tópico, restauração da Igreja, poderíamos meditar em alguns pontos importantes,
como:
1- Devemos checar com base exclusiva
na Bíblia os vários dogmas advindos dos Concílios de Roma, principalmente,
aqueles pós Concílio de Nicéia que separaram a Igreja da comunidade de
Israel e do povo judeu e, conseqüentemente, o nascimento do antissemitismo e
antijudaísmo hoje ainda existente no meio cristão;
2- Idem, aqueles itens advindo dos
pais da Reforma, Lutero, Calvino e outros. Por exemplo, as atitudes
antissemitas de Lutero, o endosso à teologia da substituição, a desconexão da
Igreja e Israel, etc.
3- O exagero e abuso trazidos pelos
movimentos americanos da “Palavra da Fé”, como por exemplo, o exagerado e
incompleto conceito de prosperidade, vida fácil para aqueles que se convertem,
sucessos financeiros pela fé, mercantilismo da fé, etc.
4- Buscar no Antigo Testamento outras
bênçãos, além dos dízimos e prosperidade, como por exemplo, conhecer (não impor
à igreja) os princípios divinos sobre qualidade de vida e inúmeros princípios
éticos e sociais, relações familiares, de saúde, combate a pobreza, etc.
mencionados largamente na Torá;
5- Entender no contexto judaico os
princípios vividos e promulgados pelos apóstolos no primeiro século, como por
exemplo, o conceito de unidade, comunhão, costumes e forma de estudar semanalmente
a Palavra, (aqui entram o estudo das “Parashiot e das Haftarot” ou o
Estudo da Torah e dos Profetas em porções semanais, como eram feitos na época
de Jesus),etc.
6- Eliminar de vez o comércio em nome
da fé. Vendas de bênçãos, promessas, costumes pagãos que tentam materializar a
fé através de objetos, líquidos e outros produtos, que levam mais a um
sincretismo religioso do que um crescimento saudável e maduro do viver pela fé;
7- Combater todo tipo de competição
entre irmãos e entre denominações. Por exemplo, rádios e TVs evangélicas que
são fechadas e não permitem a entrada de outra denominação diferente da sua;
8- Expurgar todo mundanismo dentro da
Igreja, como por exemplo, festas pagãs, shows, comércios, etc;
9- Rever toda a estrutura da
liderança da igreja. Por exemplo, os papéis dos presbíteros (restaurando suas
funções ministeriais de pastores, mestres, profetas, evangelistas, apóstolos) e
diáconos;
10-Deve ser revisto o conceito de
igreja matriz que centraliza o controle sobre as congregações ou filiais em
várias cidades, estados e até mesmo em países. O princípio da Igreja local deve
ser respeitado, mas isto não impede a ação apostolar.
11-Deve-se voltar para obra
missionária e social. A igreja evangélica tem feito muito pouco nessas áreas,
principalmente, no aspecto social de ajuda aos carentes e pobres, quer sejam
eles crentes ou não. Grandes investimentos são feitos em prédios, acampamentos
e outros bens, enquanto outras recomendações bíblicas importantes são
esquecidas. Por que não investir mais nas áreas de aconselhamento
pastoral, psicológico, mesmo na área da educação,da saúde e até mesmo
assistência jurídica para atender os membros carentes?
12-Envolvimento dos líderes da igreja
com o Estado e com a política devem ser avaliados; A bancada evangélica deveria
trabalhar servindo aos interesses das comunidades que representam e não somente
aos interesses das denominações as quais pertencem;
13-Voltar para as pequenas
comunidades, bairros, ruas, desenvolvendo a pregação das boas novas e estudos
bíblicos nas casas, às vezes é uma opção, se bem coordenada.
14-Rever nosso modo de louvor e
adoração, incluindo a qualidade das músicas que são cantadas e Ministradas em
nossas igrejas; Será que tomando ritmos profanos os mesmos são
santificados através de letras dos corinhos evangélicos?
15-Restaurar a palavra Igreja ou
congregação . A palavra igreja, no hebraico, kahal, é a mesma
usada em Atos 2. A Igreja de Deus começou no Sinai e foi solidificada em Atos:
a) No Monte Sinai no dia de Shavuot
foi entregue a Torá como (contrato de casamento) entre Deus e os “chamados para
fora”= Igreja(Kahal), ou no grego, ekklesia, com o mesmo sentido. São chamados
de Israel crente (Ex19:3), a oliveira do Senhor (Rm11);
b) Esta igreja (Kahal) formada no
Sinai é chamada de nação santa, reino sacerdotal (Ex19:5);
c) Esta igreja (kahal) foi formada
pela descendência natural de Abraão, mas também pelos estrangeiros que creram
no D-us de Israel e quiseram sair do Egito(Ex12:38);
d) Mas, esta igreja (Kahal) quebrou o
contrato de casamento (Torá) por causa do coração de pedra ( Jr 31:32;
Zc7:11-12);
e) Com o estabelecimento da Nova
Aliança no sangue do Cordeiro Yeshua (profecia de Jr 31:33), Espírito Santo,
como em Shavuot (pentecostes), foi renovado este contrato do Sinai com sua
igreja a fim de todos agora (judeus e não judeus) possam obedecer a Torá e o
Evangelho de Yeshua.(Ez 36:26-27)
(Gen 17:16-18)…Te abençoarei, e
grandemente multiplicarei a tua descendência, como as ESTRELAS DO CÉU e como a
AREIA QUE ESTÁ NA PRAIA DO MAR… Podemos interpretar “areia do mar” aqueles que
estão na terra, ou seja , os descendentes naturais de Abraão (judeus) e aqueles
que estão nos céus, a descendência espiritual de Abraão, ou seja, os crentes
gentios que estão em Yeshua (Gen12:3).
16-É necessário descontextualizar o
evangelho que foi pregado aos gentios, tornando-o contextualizado judaicamente
conforme os princípios vividos e proclamados pelos apóstolos no primeiro
século; por outro lado, os judeus crentes que foram descontextualizados para
várias denominações precisam agora resgatar sua identidade judaica, vivendo e
testemunho como judeus crentes, messiânicos;
17-Querendo ou não o cristianismo é
judaico em sua essência (Rm1:16; Jo1:11)
18-O antissemitismo é anticristão (o
judaísmo bíblico é a base do cristianismo; há promessas para Israel e o povo
judeu ser salvo; A oliveira, a família de Deus, é constituída de judeus e
gentios- Ef 2; Rm11; Gen17…)
19-Deixar de levar as boas novas aos
judeus é uma forma de antissemitismo. Porém, judeu não evangeliza com panfletos
jogados em sua janela. É necessário amá-los e aproximar deles, não impondo a
sua fé “cristã”, porque na verdade ela é uma fé de origem judaica. Mas,
mostrando com base no “Tanach[4]”
a pessoa do Messias Yeshua judeu, não o D-us dos cristãos. Nunca tentar
desconectar o judeu do judaísmo bíblico e querer transformá-lo como membro de
sua congregação. Ele é judeu, crê na mesma bíblia (antigo Testamento) que você
crê, então, basta apresentar a ele a Pessoa do Messias Ben Joseph, Jesus filho
de José que veio morrer para salvar a humanidade e que Jesus, como Ben David, o
Rei dos Reis ainda não veio, mas está vindo. São inúmeras as passagens bíblicas
no Antigo Testamento que nos ensinam diferenciar o Jesus como Ben José (filho
de José) e Jesus como filho de David, quando voltará para estabelecer um reino
de paz e poder;
20-Como será abençoada a Igreja ? –
- “Te abençoarei os que te abençoarem
(bênçãos espirituais e materiais)”- (Gen 12:3; Rm 15:27);
- Como já dito acima, levando as Boas
Novas aos judeus você estará colaborando para a vinda do Messias em
Glória.(Rm11:15)
- “Orai pela paz de Jerusalém;
prosperem aquele que te amam”. A Igreja esquece muitas vezes que o inferno não
prevalece contra ela, e por isso, ela pode gerar a conversão de Israel, orando
por Jerusalém. Orar por Jerusalém nos traz prosperidade. Por que não podemos
ter o hábito de orar por Jerusalém em todos os cultos e encontros que se tem na
igreja? Por que não?!
21-Como será abençoado o povo judeu?
- Pela igreja gentílica enxertada na
verdadeira oliveira, levando para eles a seiva de Yeshua;
- A igreja irá colocar ciúmes no
coração de Israel e nos judeus não crentes. Mas pelo amor e misericórdia para
com eles todos serão alcançados (Rm 9:11,26).
22 – D-us concluirá seu plano de
salvação para com os judeus e nação de Israel (Rm11:26) e implantará seu reino
(Ap 20:2) com seus eleitos judeus e gentios justificados pela pessoa do messias
Yeshua Há Mashiach;
23 – …” Aquele que testifica estas coisas
diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus. (Marah n´atá!). A graça do
Senhor Jesus seja com todos.”
Estamos apenas no começo de uma nova
visão para a Igreja. A Reforma foi boa, mas agora queremos algo mais genuíno e
original. Queremos nossas raízes da fé de volta. Queremos ver a família de Deus unida judeus e gentios em Cristo (Ef
2:19). Queremos receber uma nova unção de curas, milagres e maravilhas como na
época da igreja do primeiro século. Por outro lado, se queremos o poder da
Igreja do primeiro século, com certeza também virá sobre nós a perseguição da
Igreja daquela época. Mas, o que queremos é cumprir o propósito do Senhor e
orar para que Ele abrevie o seu retorno. Amém.
[2] Halilá
, no hebraico, significa “de jeito nenhum” ou D´us me livre desta maldição.
Termo usado freqüentemente pelo Ap. Paulo e profetas.
[4] Tanach,
Acróstico das palavras Torá, Niviim e Chetuvim, ou seja, o Pentateuco, os
profetas e os Escritos que compõem o chamado Antigo Testamento ou seja a Bíblia como temos hoje.
Profeta:Cristian Sarmento
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